Os técnicos e pesquisadores avaliaram que, além do "aumento da velocidade das águas com reflexos a montante e a jusante da intervenção", o projeto elaborado pela Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Blumenau tem total ausência de discussão pública.
Após estudo, avaliaram que a área a ser suprimida com a proposta governamental será de aproximadamente 4 hectares. Destacam ainda que dentre diversas consequências haverá uma alteração da dinâmica do rio.
A proposta dos técnicos e pesquisadores enumera alguns itens como: manutenção da paisagem natural, fauna e biodiversidade, utilização de técnicas de menor impacto ambiental, garantir a permeabilidade do solo, evitar o estreitamento do canal.
A questão da paisagem também mereceu um estudo aprofundado dos técnicos e pesquisadores. A proposta alternativa, manteria a recuperação da margem esquerda em sintonia com: a Ponte de Ferro, Prefeitura, Beira-Rio, o próprio Rio Itajaí-Açú, a ponte Adolfo Konder, a Igreja Matriz e com a Praça Doutor Blumenau.
Bio engenharia e sistemas de gabiões com estacas vivas são os principais pontos da proposta alternativa.
A oficina também avaliou a questão legal da prefeitura. Cita que a Lei da Mata Atlântica não está sendo obedecida, já que ela determina entre outras coisas, a autorização de órgãos ambientais para execução de obras como essa, além de determinar uma ampla participação pública, fato que não vêm ocorrendo.
Veja em pdf os detalhes do projeto alternativa proposto pelos técnicos e pesquisadores.