Eram 16h25min quando o funcionário da empresa Bimbo do Brasil, César Belmonte, chegou ao posto da Celesc na Alameda Duque de Caxias, mais conhecida como "Rua das Palmeiras" em Blumenau. Foi na última segunda-feira (01/03). Ele veio de Joinville especialmente para uma ativação de energia elétrica, já que a empresa se estrutura na cidade.
- Mas qual não foi minha surpresa quando, faltando cinco minutos para terminar o expediente, encontrei a porta fechada. Vi que haviam ali no saguão de entrada mais três usuários que acabaram de passar pela porta. O guarda não me deixou entrar. Tive que voltar hoje (02/03) - relatou, revoltado, Belmonte. Ele teve que aguardar na fila mais de duas horas para ser atendido.
A estrutura que a Celesc montou para atendimento no posto está precária. Cinco atendentes, mau humorados recebem os usuários com má vontade. Eles saem revoltados.
- Saber cobrar eles sabem, mas não sabem atender bem. Precisam de um cursinho de relações humanas - disse Margarida de Almeida, funcionária de uma empresa têxtil na saída.
O péssimo atendimento tem continuidade também no posto de atendimento do Besc/Banco do Brasil localizado na sala contígua ao atendimento da Celesc.
Laureci Almeida, 42 anos que trabalho no cuidado com pessoas idosas não conseguia fazer um depósito no caixa eletrônico. Pediu auxílio ao guarda da recepção da Celesc. Ele fez uma cara feia e se negou a atender a mulher:
- Isso não é comigo - disse ele.
- Isso aqui está horrível. Merecemos atendimento melhor - protestou a mulher.
A inadimplência do último mês que chegou à 400 cortes de fornecimento da energia elétrica é a causa aponta pelo gerente regional da Celesc Régis Evaloir da Silva para a demora de atendimento no posto.