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Juliano levou à tribuna preocupações da classe técnica com: aprovação de projetos, planejamento e reconstrução

04/11/2009 Blumenau/SC Juliano levou à tribuna preocupações da classe técnica com: aprovação de projetos, planejamento e reconstrução
O Engenheiro Civil Juliano Gonçalves, presidente da AEAMVI, falou na tribuna da Câmara Municipal de Blumenau, sobre aprovação de projetos, Plano Diretor e reconstrução da cidade
Foi no momento da presidência, sessão plenária da Câmara de Vereadores de Blumenau nesta quarta-feira dia 3 de novembro.
Juliano Gonçalves disse que atual situação é insustentável.
- Obras públicas e privadas foram feitas de forma irregular. Agora estão querendo penalizar quem quer atuar dentro da legalidade, como os profissionais que precisam aprovar projetos e os cidadãos que desejam suas obras construídas legalmente - declarou.
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Conferência Nacional de Defesa Civil e Humanitária, aprova em Brasília Carta Nacional de Defesa Civil

25/03/2010 Blumenau/SC Conferência Nacional de Defesa Civil e Humanitária, aprova em Brasília Carta Nacional de Defesa Civil
Membros da Comissão Organizadora na redação final do documento
Carta da defesa Civil Nacional foi lida na noite desta quinta-feira e apresentada na Plenária Final deste dia 25 de março de 2010, como um dos resultados da 1a. Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária
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CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina Mútua - Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Parceiros
CUB 2006 Mês Valor (R$) Variação (%)
Ago/09 984,71 (0,15)Set/09 982,58 (0,22)Out/09 982,57 0,00Nov/09 983,10 0,05Dez/09 983,37 0,03Jan/10 983,42 0,01Fev/10 985,37 0,20Mar/10 985,95 0,06Abr/10 987,97 0,21Mai/10 990,13 0,22Jun/10 1.018,26 2,84Jul/10 1.028,15 0,97

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Fonte: Sinduscon Blumenau
Sinduscon Florianópolis

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Pesquisa de jornalista mostra uma realidade escondida pela omissão governamental: o processo de favelização em Blumenau

Pesquisa de jornalista mostra uma realidade escondida pela omissão governamental: o processo de favelização em Blumenau
Magali com os irmãos Gabriela e Lucas no Rua Araranguá. Foto: Giovani Nasatto
Neste início de maio a cinquentenária revista Blumenau em Cadernos publica a pesquisa da jornalista Magali Moser sobre o processo e favelização em Blumenau. O trabalho mapeou 47 áreas de pobreza no município. Magali apurou, entretanto que o universo da miséria em Blumenau se estende além disso.

- A Vila Germânica foi construída em 90 dias, incluindo projeto e execução. Custou R$ 16 milhões. É prova de que quando há vontade política, é possível. O que mais me assusta nos abrigos provisórios não é a prefeitura ter feito isso, mas o silêncio da cidade. Esta frase, do presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (AEAMVI), Juliano Gonçalves é uma das declarações que consta no trabalho de Magali.

 

 

Magali Moser se diz uma jornalista inquieta. Em fevereiro de 2007 ela e o o fotógrafo Jandir Nascimento percorreram 17 áreas de pobreza em Blumenau e publicaram no Jornal de Santa Catarina uma série de reportagem intitulada "Cidade Escondida". A produção chocou Blumenau, que até então era conhecida como uma cidade rica, berço da Oktoberfest, regada à chope e alegria.
A inquietação de Magali prosseguiu e resultado num outro trabalho de fôlego: uma pesquisa feita à campo em 47 áreas de pobreza em Blumenau. Ela apurou que esse universo vai mais além. Mas preferiu ficar no que foi pesquisado.
Trata-se de um trabalho científico, sem vínculo partidário, ou atrelado à algum setor da sociedade. Ela obteve o apoio da Fundação Cultural, que foi aprovado por um conselho.
Mas o trabalho desenvolvido entre outubro do ano passado e março deste ano não foi fácil, conforme confessa Magali:
-  As condições geográficas de Blumenau contribuem para que a grande maioria das áreas de concentração de pobreza fique encoberta, atrás dos morros, em terrenos distantes. Não havia até então um levantamento, um estudo que desse a dimensão da pobreza na cidade. Os dados existentes até então eram muito imprecisos. Existiam poucos trabalhos sobre áreas específicas e não um estudo que mostrasse um panorama geral dessa questão. A partir dessas constatações, amadureci a idéia de desenvolver um estudo que servisse como fonte de pesquisa e consulta sobre o tema. Um dos principais avanços foi a produção de um mapa que identifica 47 áreas de concentração de pobreza em Blumenau.
O mapa foi produzido com a ajuda da professora da Furb, assistente social e doutora em Geografia pela UFSC, Jacqueline Samagaia.
- As dificuldades foram muitas... – prossegue Magali.
-  A começar pela ausência de dados. A própria prefeitura de Blumenau não dispõe de um levantamento sobre as áreas de concentração de pobreza na cidade. Somente depois de ter apresentado o projeto e de vê-lo aprovado eu realmente percebi o desafio que tinha pela frente. Havia muitas informações desencontradas nos setores da prefeitura e a pobreza é sempre um tema que, historicamente, as cidades preferem ocultar. Enfrentei outras resistências como a pressão do tempo, já que a proposta foi mapear as mais de 40 áreas de pobreza de Blumenau – e isso me exigiu obviamente fazer um trabalho de campo em todas elas – e eu tive apenas seis meses para a produção de toda a pesquisa, entrevistas e texto. Houve resistências também, me acusaram de tentar denegrir o turismo na cidade, essas coisas. Mas esse tipo de reação partiu de quem não conheceu a fundo a real proposta do projeto.
A jornalista relata que uma das coisas que mais lhe impressionou ao conhecer melhor a realidade dessas comunidades foi perceber a capacidade de mobilização, luta e resistência de quem mora nessas áreas. O engajamento e a organização das associações de moradores na luta por direitos mínimos, como acesso à água, energia elétrica, serviços de saúde ou escola, por exemplo.
- Os problemas de consumo e comércio de drogas que existem em algumas das áreas são uma demonstração clara de que a falta de políticas públicas nesses locais gera uma reação – frisa Magali.
A sua declaração corrobora o que já disse Juliano Gonçalves em julho do ano passado.
Os objetivos principais da pesquisa de Magali foram provocar a discussão sobre pobreza em Blumenau, dar voz aos moradores de áreas excluídas e chamar a atenção da cidade para isso, para que a sociedade tome consciência da pobreza. Segundo ela, além disso, a intenção foi desmistificar algumas idéias relacionadas ao tema.
- O senso comum costuma associar a pobreza à migração, mas os dados do IBGE e do SIGAD, da Furb, mostram que o aumento da pobreza em Blumenau não se deve ao fato de a cidade ter empobrecido. A concentração de renda, o abismo entre pobres e ricos, é o que se acirrou – finalizou ao jornalista.
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

14 de Abril de 2010 - Blumenau SC

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