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Juliano levou à tribuna preocupações da classe técnica com: aprovação de projetos, planejamento e reconstrução

04/11/2009 Blumenau/SC Juliano levou à tribuna preocupações da classe técnica com: aprovação de projetos, planejamento e reconstrução
O Engenheiro Civil Juliano Gonçalves, presidente da AEAMVI, falou na tribuna da Câmara Municipal de Blumenau, sobre aprovação de projetos, Plano Diretor e reconstrução da cidade
Foi no momento da presidência, sessão plenária da Câmara de Vereadores de Blumenau nesta quarta-feira dia 3 de novembro.
Juliano Gonçalves disse que atual situação é insustentável.
- Obras públicas e privadas foram feitas de forma irregular. Agora estão querendo penalizar quem quer atuar dentro da legalidade, como os profissionais que precisam aprovar projetos e os cidadãos que desejam suas obras construídas legalmente - declarou.
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Juliano Gonçalves concede entrevista à RBS sobre Plano Diretor

01/06/2010 Blumenau/SC
Entrevista foi concedida no dia 27 de abril de 2010
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CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina Mútua - Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Parceiros
CUB 2006 Mês Valor (R$) Variação (%)
Dez/10 1.038,72 0,10Jan/11 1.038,16 -0,05Fev/11 1.042,87 0,45Mar/11 1.046,92 0,39Abr/11 1.051,92 0,48Mai/11 1.056,86 0,47Jun/11 1.103.46 4.41Jul/11 1.122.52 1.73Ago/11 1.027,61 0,45Set/11 1.125,50 -0,19Out/11 1.126,42 0,08Nov/11 1.126,56 0,01

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Fonte: Sinduscon Blumenau
Sinduscon Florianópolis

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O que a Aeamvi defende, bate em linhas gerais com a visão dos ecologistas

O que a Aeamvi defende, bate em linhas gerais com a visão dos ecologistas
Um dos fundadores da Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena), o biólogo e mestre em ecologia Lauro Bacca acompanha o trabalho da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí, voltado para o desenvolvimento sustentável.

- A Aeamvi, está dando uma baita lição ao promover a mudança dos tempos em que a engenharia civil centrava-se apenas nas obras estruturais para inserí-la com equilíbrio na paisagem, harmonizando-a com as forças da natureza. Acredito que os ambientalistas assinam em embaixo no que a Aeamvi vem defendendo nos últimos anos - declara.

A carta enviada pela entidade ao governador de Santa Catarina no dia 11 de dezembro de 2008, com uma radiografia completa das causas e consequências da tragédia do último mês de novembro; e sugestões para uma reconstrução sustentável, com soluções para não repetir os erros do passado chamaram a sua atenção.

- Ela contém as premissas para um desenvolvimento sem destruir a natureza; tem a visão das causas, das conseqüências e apresenta soluções; bate, em linhas gerais com a visão dos ecologistas - observa Bacca.

A ação predadora do homem sobre o meio ambiente é inconsciente, no seu entendimento:

- É cultural. Tratamos a natureza como inimiga a ser domada, ao invés de respeitá-la

Mas, conforme observa, através das tragédias, o meio ambiente dá as suas respostas.

Disse que muitas lições ainda não foram assimiladas pelo poder público em relação à de novembro último.

Cita, por exemplo a dragagem dos rios que segundo ele está sendo feita de maneira inadequada:

- É apenas um quebra galho emergencial o que seria válido, mas jamais como solução.

Observa que os ribeirões estão assoreados, em grande parte por causa dos aterros feitos ao longo dos anos. E que o trabalho após tragédia concentra-se apenas no alargamento dos ribeirões.

- Eles permanecem assoreados. Tiraram o material e jogaram para os lados, ficou uma cessão de vazão mais estreita - detalha.

Bacca alerta ainda que Blumenau precisa urgentemente de um mínimo de fiscalização nos morros, principalmente no tocante à drenagens e canalização, para fazer com que as águas da chuva venham para a via pública.

- Senão vão ocupar novamente as fissuras, vão arrebentar os morros e as avalanches virão novamente abaixo - alerta.

 

Código Ambiental

Sobre o código ambiental catarinense Bacca questiona:

- O que há por trás de tudo isso? Por que, nos meios governamentais, tem se insistido tanto na tese de que as leis ambientais estão atrapalhandoo progresso? Os países mais desenvolvidos do mundo, via de regra cumprem as leis ambientais mais rigorosamente que nós. O governador viaja para Inglaterra e volta deslumbrado com os empreendimentos turísticos bilionários de lá. Esquece que paralelo a isso, a Inglaterra conseguiu despoluir o Rio Tamisa. Eles tem empreendimentos bilionários mas aplicam as leis ambientais, e conseguem controlar a poluição, o uso do solo e o desenvolvimento.

Bacca citou também como exemplo o Japão que é uma das maiores potencias econômicas do Planeta e tem 67 por cento de seu território coberto por floresta.

Para ele, o Código pecou por ser primário e foi pouco ouvido.

- Um assunto complexo desse não se resolve em um ano ou dois. A Assembléia brincou de ouvir a população Nas audiências públicas que participei, deram pouco espaço para as lideranças comunitárias. Uma série de sugestões não foi considerada - finalizou o ambientalista.


5 de Maio de 2009 - Blumenau/SC

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