O encontro aconteceu durante o Seminário de Habitação promovido pela AEAMVI na terça-feira 06/10/2009. Vários assuntos ligados a área habitacional foram discutidos.
Em dado momento o debate se tornou intenso após exposições feitas sobre a situação dos moradores do Loteamento Santa Rita que rejeitaram os laudos oficiais, e contrataram serviços particulares de geotecnia para um novo levantamento das encostas. Os representantes daquela comunidade reagiram aos posicionamento do poder público. O presidente da Aeamvi Juliano Gonçalves intermediou o debate, contextualizando a situação:
- O pleito da comunidade é extremamente correto. O problema está ligado a estrutura pública. Temos ciência, tecnologia, construção civil, eficientes. Ou seja, soluções técnicas para o contexto público que são plausíveis e imprenscindíveis, mas que não são utilizados no setor público. Para este caso principalmente, o poder público tem que ter uma solução de política pública , além de técnica, pois estas pessoas não estavam na ilegalidade- observou.
Dentro desse contexto, Juliano destacou que o Sistema Confea /Crea do qual fazem parte as entidades de classe, conselheiros, profissionais, instituições de ensino, está atuando. O problema é que durante muito tempo a área técnica foi sistematicamente sendo alijada de vários processos por interesses políticos que não querem a presença da área técnica. A comunidade que inicialmente se mostrou ostensiva ao Crea, após conversar com o presidente da AEAMVI mudou sua opinião.
Precisamos que as orientações, diretrizes e soluções exaustivamente apontadas pela área técnica façam parte de uma agenda política. No entanto não estamos sendo ouvidos no processo político. Ações como em Blumenau da extinção do IPPUB ( Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Blumenau) são um exemplo. É preciso que as lideranças da área técnica façam efetivamente parte do contexto político. Esta é a melhor forma de implementar as políticas públicas necessárias a toda sociedade nas áreas de habitação, infraestrutura, planejamento, transportes,entre outras, para evitar que voltem a acontecer em tal intensidade, as situações tão caóticas como as de novembro de 2008 em nossa região, cujos efeitos se estendem até hoje e ainda carecem de solução.