Magali com os irmãos Gabriela e Lucas no Rua Araranguá. Foto: Giovani Nasatto
Neste início de maio a cinquentenária revista Blumenau em Cadernos publica a pesquisa da jornalista Magali Moser sobre o processo e favelização em Blumenau. O trabalho mapeou 47 áreas de pobreza no município. Magali apurou, entretanto que o universo da miséria em Blumenau se estende além disso. Leia mais
Juliano levou à tribuna preocupações da classe técnica com: aprovação de projetos, planejamento e reconstrução
O Engenheiro Civil Juliano Gonçalves, presidente da AEAMVI, falou na tribuna da Câmara Municipal de Blumenau, sobre aprovação de projetos, Plano Diretor e reconstrução da cidade
Foi no momento da presidência, sessão plenária da Câmara de Vereadores de Blumenau nesta quarta-feira dia 3 de novembro.
Juliano Gonçalves disse que atual situação é insustentável.
- Obras públicas e privadas foram feitas de forma irregular. Agora estão querendo penalizar quem quer atuar dentro da legalidade, como os profissionais que precisam aprovar projetos e os cidadãos que desejam suas obras construídas legalmente - declarou.
O presidente da Aeamvi disse aos vereadores e os representantes da classe técnica presente no plenário que "o Plano Diretor não tem função isolada e deve ter relação com fiscalização preventiva e integrada com a tecnologia avançada"
Ao ocupar o momento da presidência, Juliano Gonçalves, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (Aeamvi), transmitiu a preocupação da classe técnica em relação à aprovação de projetos e o planejamento urbano para a reconstrução da cidade. Gonçalves afirmou que a atual situação é insustentável. “Obras públicas e privadas foram feitas de forma irregular. Agora estão querendo penalizar quem quer atuar dentro da legalidade, como os profissionais que precisam aprovar projetos e os cidadãos que desejam suas obras construídas legalmente”, anunciou. Segundo o presidente, o Plano Diretor não tem função isolada e deve ter relação com uma estrutura adequada de fiscalização. A fiscalização deve ser inclusive preventiva e integrada utilizando tecnologia avançada.
Gonçalves citou ainda o transtorno na área técnica, da determinação por parte da prefeitura municipal que exige na liberação dos processos de construção um laudo ou declaração dos profissionais de que a área não é área de risco. Não por questões de capacidade técnica , mas por ser inviável economicamente, pois há a necessidade de um estudo de bairros inteiros para determinar se uma área é ou não de risco, e desta forma fica claro que o mapeamentoi destas áreas deve ser efetuado pelo poder público e não pelos profissionais individualmente para cada obra.
Ele solicitou mais estrutura, com a contratação de profissionais, e avaliação por parte do Executivo em relação às informações dessas áreas. “Compete ao município ter mapeamento e dar informações aos profissionais, para que possam avaliar apenas o terreno, e não o bairro inteiro”, assinalou. O presidente ainda afirmou que o poder público está transferindo suas funções aos profissionais e sobrecarregando-os. Por fim, salientou a falta de informações, o desaparelhamento da estrutura pública e a falta de integração estre as diversas área do próprio poder Executivo. “A reestruturação é função primordial para a celeridade, rapidez e eficiência na análise de projetos, para que os profissionais tenham segurança nas informações passadas”, finalizou.
Cobrou também a urgente reativação do IPPUB (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Blumenau) que foi uma consquista da classe técnica e foi extinto em uma canetada no início desta administração.
Acompanhe abaixo o pronunciamento na íntegra do presidente da AEAMVI:
O engenheiro Juliano Gonçalves informou que a classe técnica considera insustentável a atual estrutura de planejamento urbano do município de Blumenau e que está caótica a aprovação de projetos. A reconstrução do município se dá na ilegalidade.