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Conferência Nacional de Defesa Civil e Humanitária, aprova em Brasília Carta Nacional de Defesa Civil

25/03/2010 Blumenau/SC Conferência Nacional de Defesa Civil e Humanitária, aprova em Brasília Carta Nacional de Defesa Civil
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Carta da defesa Civil Nacional foi lida na noite desta quinta-feira e apresentada na Plenária Final deste dia 25 de março de 2010, como um dos resultados da 1a. Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária
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Fonte: Sinduscon Blumenau
Sinduscon Florianópolis

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Furb aguarda alguém para fazer manutenção das telemetrias

Furb aguarda alguém para fazer manutenção das telemetrias
Telemetrias não funcionaram por falta de manutenção e as réguas voltaram a ser a salvação durante a última cheia
A rede telemétrica da Apiúna funcionou precáriamente durante a cheia do último dia 26 de abril. Apresentou uma diferença de 60 centímetros nas medições de acordo com o especialista em hidrologia da Furb, engenheiro Ademar Cordero. Por isso, durante o evento climático, o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), da Furb teve que contar com a "boa vontade" do medidor manual em Apiúna, um senhor de 82 anos que era acordado do madrugada para ir medir o nível do rio pela régua.

O problema é a falta de manutenção na rede telemétrica conforme Cordero. A Furb operacionaliza o sistema, que foi implantado com verbas estaduais. A manutenção deveria ser feita pelos municípios, defende o presidente da AEAMVI Juliano Gonçalves.

Desde fevereiro último as 12 estações telemétricas da bacia do rio Itajaí-Açú estão sem manutenção de acordo com o especialista em hidrologia da Universidade Regional de Blumenau (Furb), o engenheiro Ademar Cordero. Na cheia do último dia 26 de abril somente a de Rio do Sul funcionou e, para ter a medida do nível do rio, o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), da Furb teve que contar com as medidas manuais, diretas na régua, feita em Apiúna por um senhor de 82 anos.

- Ele acordava de madrugada para descer até o rio e medir o nivel prá gente - disse Cordero.

Ou seja, com tanta tecnologia à disposição, mais de um milhão de pessoas do Vale do Itajaí ficou à mercê das águas e teve que contar com a "boa vontade" - ja que ele não recebe salário - de uma pessoa idosa. Foi através da ação dele que o Ceops pode ter os dados na mão, que conjugados com outras informações como a quantidade de chuva caída nas cabeceiras do rio, pudesse fazer as projeções para a defesa civil. 

Conforme Cordero, as estações telemétricas foram implantadas na região com verba do governo estadual e coube à Furb colocá-las em operação. Depois disso houveram diversos problemas por falta de manutenção que chegou a ser feita até fevereiro, pela empresa que instalou os equipamentos. Essa manutenção, que fazia parte do contrato tinha prazo para terminar. Depois disso, nenhum órgão público assumiu a tarefa.

Cordero lembra que a estação telemétrica de Blumenau foi danificada por vândalos no ano passado e até agora ninguém consertou.

As demais estações  com exceção da de Rio do Sul não funcionaram porque os sensores ficam debaixo do rio e precisam de manutenção.

- A de Apiúna, importante para os nossos cálculos media com uma diferença de 60 céntímetros e tivemos que contar com as medições do senhor de 82 anos - complementou Cordero.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajai (AEAMVI), Juliano Gonçalves, a Furb faz a sua parte em operacionalizar o sistema, o governo estadual forneceu os recursos para a implantação da rede telemétrica. Diz que os municípios então deveriam assumir a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos já que deles, depende a segurança de uma população de um milhão de habitantes distribuída em todo o Vale do Itajaí.

 


2 de Maio de 2010 - Blumenau (SC)

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