"As ocupações irregulares são respostas à omissão do poder público em efetuar uma política habitacional e social, além da falta de fiscalização", declara o presidente da Aeamvi Juliano Gonçalves na segunda reportagem (de uma série de três), publicada nesta segunda-feira (26-02-2007) pelo Jornal de Santa Catarina. Com a manchete de capa "Blumenau tem 45 mil moradores de favelas", o Jornal aborda a situação sub-humana que vivem as famílias, sem saneamento básico, energia elétrica e de difícil acesso, que geram degradação ambiental. Essa discussão teve o ponto pé inicial no Seminário de Regularizaçao Fundiária realizada pela Aeamvi no Hotel Himmelblau em novembro do ano passado. Desse encontro foi produzido a Carta de Blumenau com uma radiografia dos problemas e do apontamento das soluções. Confira
Confira também a segunda reportagem do Jornal de Santa Catarina na íntegra
Do alto dos morros, os prédios imponentes avistados no Centro contrastam com a realidade das áreas clandestinas.
- A ocupação irregular gera impactos ambientais irreversíveis, com a falta de destino adequado para o esgoto e o lixo, desbarrancamentos e a ameaça à fauna - alerta a pesquisadora em Ecologia do Departamento de Ciências Naturais da Furb, Lúcia Sevegnani.
- Não houve fiscalização adequada. A ocupação desordenada é fruto de um caos anunciado no passado - considera o engenheiro especialista em Planejamento Urbano e Ambiental Arlon Tonolli.
- As ocupações irregulares são respostas à omissão do poder público em efetuar uma política habitacional e social, além da falta de fiscalização - denuncia o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí, Juliano Gonçalves.
Para o engenheiro Ilmor Juenge, responsável pela Diretoria de Regularização Fundiária, a situação está ligada à falta de empenho em disponibilizar loteamentos populares. Na opinião dele, frear o crescimento desordenado da cidade passa obrigatoriamente pela captação de recursos junto ao governo federal, com a intenção de regularizar as áreas clandestinas e garantir cidadania a quem mora nas favelas.