O Centro de Operações do Sistema de Alerta (Ceops) da Universidade Regionai de Blumenau tranquilizava a população no início da semana de que o nível do rio Itajaí-Açú não passaria de oito metros. Cruzava dados das chuvas que haviam caído em toda Bacia do Rio Itajaí-Açú com o sistema de telemetria que mede o nível em diversos pontos estratégicos da região. Mas na Rua 1º de Janeiro, no entroncamento com a Guilherme Schaeffer, entre os bairros Itoupava Central e Itoupavazinha a realidade era diferente para oito famílias.
Elas tinham suas casas invadidas repentinamento pelas águas e tiveram que pedir socorro para vizinhos, que forneceram caminhões-baú.
- Comunicamos a Defesa Civil de Blumenau, mas ninguém veio nos ajudar - disse a moradora Adélia Hilleshein, 53 anos.
É que de acordo com as previsões, aquela área não seria inundada. Mas a própria Defesa Civil desconhecia que por causa do aterro clandestino e sem fiscalização, a situação do Ribeirão Itoupava naquela região mudara.
O alagamento foi localizado, mas trouxe um drama para as famílias. Elas, depois que passaram a noite de segunda-feira na Escola Básica Estadual Jonas Neves, no Bairro Fidélis, tiveram que voltar para suas casas, por determinação da Defesa Civil. Entretanto, mantém seus móveis erguidos do chão, por causa da chuva que está porvir ainda esta semana. Vivem na insegurança.
Este, é o tipo de alerta que vem sendo feita pela Aeamvi e estampada tanto no jornal "Mutirão", como neste site.