ESTANDE DA ÁREA TÉCNICA
No estande, o público teve acesso ás diversas publicações da AEAMVI, Crea e Mútua-SC, além de manter contato com as lideranças e profissionais do sistema. Assim, a classe técnica teve a oportunidade de interagir com a sociedade, através da Fenahabit, que este ano teve como um dos destaques as moradias populares.
E foi nesta linha que palestrou o engenheiro civil Juliano Gonçalves em evento paralelo. Foi o II Seminário das Tecnologias da Construção e Habitação que aconteceu na sala de eventos ao lado do estande.
Além de Juliano, outras palestras integraram o Seminário, com os temas Legislação Ambiental e Filosofia do Senso da Preservação Ambiental.
AEAMVI faz pareceria com a FURB
Através de uma parceria com AEAMVI, o Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais - NEUR do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da FURB também se fez presente na 6ª Fenahabit.
O estande, que foi cedido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí – AEAMVI, expôs painéis e maquetes de projetos habitacionais de interesse social realizados por alunos como trabalhos acadêmicos da disciplina de Planejamento Urbano e integrou os debates e apresentações sobre tecnologias habitacionais
Os conjuntos habitacionais projetados por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da FURB propõem o aproveitamento de áreas ociosas ou subaproveitadas, um conceito defendido pelo Ministério das Cidades, que prevê trazer a habitação popular para as áreas centrais, aproveitando assim a infraestrutura já existente.
Segundo a professora de Planejamento Urbano VI, arquiteta Cláudia Siebert, o município pode aproveitar o potencial acadêmico para a proposição de projetos habitacionais populares e resolver esse tipo de déficit habitacional. Ela explica que as propostas integram atividades acadêmicas realizadas ao longo de quatro meses, desde o estudo minucioso das áreas até a concepção e realização dos projetos. Destacou que a disciplina Planejamento Urbano tem enfoque numa formação voltada para inclusão social no planejamento das cidades, um dos aspectos que confere qualidade aos profissionais que estão sendo formados pelo curso de Arquitetura da FURB.
Para viabilizar este tipo de projeto pode ser empregado, como instrumento do Estatuto da Cidade, a criação de ZEIS – Zonas Especiais de Interesse Social no Zoneamento do Plano Diretor. E o financiamento para execução de projetos como estes pode ser feito pela CEF- Caixa Econômica Federal.
Os projetos são de tipos habitacionais verticalizados ou casas geminadas, para otimizar o aproveitamento dos terrenos. A maioria tem uso misto – com comércio e serviços no pavimento térreo, prevendo até oportunidades de trabalho. A preocupação com a sustentabilidade está em todos os projetos – que prevêem dispositivos para coleta e aproveitamento da água da chuva, da energia solar para aquecimento da água, espaços para reciclagem, horta comunitária e tratamento de efluentes.
A exposição na FENAHABIT é uma forma de socializar os melhores trabalhos com a temática habitacional, questão relevante para o nosso país e, em especial para Blumenau, contribuindo assim com novas idéias e conceitos para a construção de uma cidade mais justa e sustentável
FEIRA REÚNE MAIS DE 57 MIL VISITANTES
Uma casa que se constrói com materiais alternativos, trazida pela Construtora Fischer de Brusque e um poste com o relógio embutido, de instalação rápida, foram as novidades trazidas na edição deste ano da Fenahabit. A feira terminou no início da noite deste domingo e reuniu mais de 57 mil pessoas, dez mil a mais do que no ano passado.
A feira que antes de ter a sua sexta edição iniciada na última quarta-feira, tinha crescido mil por cento nos cinco anos anteriores. O crescimento deste ano veio confirmar o que os organizadores haviam anunciado antes das portas da VilaGermânica abrirem: o desmembramento da Fenahabit.
- Quem na verdade deve fazer uma avaliação, são os expositores - disse no final do evento, neste domingo Júlio César de Oliveira, diretor da Via Ápia, empresa que realiza a feira, ao ser solicitado à fazer um balanço da exposição.
E isso pode ser comprovado pelos corredores dos setores 1 e 2. Os expositores e suas equipes, além de cansados, trabalhavam intensamente na desmontagem dos estandes. Mas satisfeitos pelos negócios efetuados durante o evento que, assim contribuiu para o aquecimento do mercado da construção e habitação na região. Foram 182 empresas que expuseram 300 marcadas durantes cinco dias nos setores 1 e 2 da Vila Germânica.