Ao fazer a prestação de contas, Juliano explicou que a legislação teve diverasas mudanças, exigindo com propriedade a profissionalização das entidades que utilizam recursos públicos. Segundo o Presidente as exigências mais criteriosas trazem grande benefício à coletividade e, em nada prejudicam entidades como a AEAMVI, exemplar na aplicação de recursos, na apresentação de projetos e na prestação de contas. Aqueles que reclamam da burocracia em um país como o Brasil, que deve primar pela probidade, na realidade são medíocres ou mal intencionados. A cobrança deve existir e ser severa.
Dentro da programação do III Simpósio de Engenharia Arquitetura, ele observou que a reconstrução do Estado de Santa Catarina, após o desastre socioambiental de novembro de 2008, se deu sem a técnica de engenharia, na informalidade , na ilegalidade e sem fiscalização. Os problemas foram potencializados por dez.
O presidente ainda apresentou um balanço dos alertas que a AEAMVI fez, através de seguidas edições do jornal "Mutirão", sobre as ocorrências climáticas e comentou a questão do Plano Diretor de Blumenau, que teve seus códigos aprovados recentemente pela Câmara Municipal, mediante um processo polêmico e a despeito da técnica, da ciência e da gestão democrática participativa.
- O problema não é só o Plano Diretor mas sim a fiscalização. E, para fazer alterações, devem haver estudos regionais em diversas áreas. Sem isso qualquer alteração é sem o embasamento devido- comentou.
Juliano faz uma analogia do que aconteceu com o Plano Diretor de Blumenau, com a semelhança na área da saúde:
- É a mesma coisa quando um grupo de médicos se reúne para uma intervenção no paciente, mas não possuem os exames, os diagnósticos, não possuem informações sobre o paciente. Como planejar uma intervenção em um paciante que não se tem os dados, não se fez um exame laboratorial e nem sequer o conhece. Nem o melhor cirurgião do mundo vai obter êxito. Tudo o que se planeja até pode dar errado, mas o que não há planejamento certamente dará errado.
Por sua vez, o engenheiro Arlon Tonolli citou fatos pontuais dentro do desenvolvimento de Blumenau, especialmente sobre a revisão do Plano Diretor feita pela Prefeitura e depois aprovada pela Câmara de Vereadores, dizendo que não respeitaram a legislação, principalmente a Constituição Federal e as diretrizes do Estatuto da Cidade.
O arquiteto convidado, Cláudio Horbe, registrou que a classe técnica não tem sido chamada para discutir e planejar o desenvolvimento de modo geral na cidade. Destaca ainda o arquiteto sobre as atribuições: os militares tem feito um grande trabalho no atendimento das ocorrências , no combate, mas o planejamento , previsão, prevenção e ações e estratégias pós ocorrências são atribuição de cientistas, técnicos e pesquisadores. Não de militares , pois sua formação é adversa. O presidente da AEAMVI engenheiro Juliano Gonçalves, organizador representante do Sistema na Conferência Nacional de Defesa Civil , concorda: a participação militar na Defesa Civil é imprescindível, fundamental, no entanto como o nome já diz é também fundamental e imprescindível o comando civil do processo por especialista na área de desenvolvimento. Se não seria Defesa Militar e não Defesa Civil.
O III Simpósio de Engenharia e Arquitetura - Desenvolvimento Sustentável abriu uma programação de seis eventos integrantes do PEC, previsto para este ano. Além disso aprofundou as discussões sobre sustentabilidade na região e sobre as estratégias futuras a serem implementadas.