O representante da Aeamvi lembra que a desativação do transporte ferroviário no início da década de 70 foi um grande erro estratégico dos governantes da época. Registra que se isso não tivesse acontecido, não haveria os estrangulamentos e a falência do sistema rodoviário hoje no país.
O engenheiro lamentou a presença de poucas lideranças na audiência de segunda-feira para discutir um assunto de "tamanha magnitude".
- As pessoas devem deixar de lado as questões partidárias. Só porque a iniciativa foi de um parlamentar petista, não deviam deixar de comparecer e discutir um assunto que é de interesse de toda uma sociedade.
Para Arlon, o debate é muito importante, porque a configuração, conforme avalia, na atual conjuntura, está sendo apenas de interesse ligado a grandes grupos econômicos.
- Existe a intenção de se fazer o traçado passar pela região sul de Blumenau, cortando a Parque Nacional Serra do Itajaí, apenas para atender um grande grupo no ramo de cimento sediado em Botuverá. Enquanto que a discussão sobre os benefícios econômicos que Blumenau teria, com a ferrovia passando próxima ao Centro, ou com traçado paralelo à BR 470, ficou em segundo plano.
Conforme Tonolli, um traçado com um pequeno ramal secundário passando na área central de Blumenau, permitiria o crescimento do turismo e conseqüentemente daria um grande incremento econômico à cidade. Isso sem falar os benefícios para o transporte de pessoas, desafogando o caótico trânsito rodoviário da cidade. E mais:
- Uma ligação da Ferrovia da Integração, em traçado paralelo com a BR 470, seria a solução para resolver o problema infra-estrutural de transporte rodoviário de cargas no Vale do Itajaí - acrescentou.
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (Aeamvi) foi uma das poucas entidades de Blumenau que se fizeram presentes na audiência pública de segunda-feira à noite, no Legislativo blumenauense e coordenada pelo deputado estadual Pedro Uczai (PT).